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Seminários

DESFORMAS















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Local

Sala 107 da C.Sociais - FFLCH-USP
Av. Prof. Luciano Gualberto, 315
Cidade Universitária
Seminários DESFORMAS

a)
Seminário CULTURA DO DESMANCHE
Como caracterizar criticamente a cultura contemporânea? Por “crítica” entenda-se o foco analítico inspirado no marxismo e na dialética materialista, que busca dar sentido processual e histórico às manifestações da cultura. Por “cultura contemporânea” entenda-se qualquer manifestação do campo simbólico a partir da idéia do “desmanche” (das instituições, das “grandes narrativas”, do modernismo ou da modernidade, do pensamento e da ação de esquerda, as relações com o mercado ou com a Indústria Cultural e seus condicionantes e mutações recentes).


b) Seminário A FORMAÇÃO E A ESPADA
Tem-se por bonapartismo ao modo pelo qual a burguesia, diante da impossibilidade de conduzir o processo político, delega tal tarefa a um grupo específico, mais usualmente, a uma facção armada a fim de que esta, diante da crise, imponha ditatorialmente o programa econômico burguês.

Neste sentido, os programas de exceção, proclamados pelo salvacionismo bonapartista como medidas para o bem da nação e infensas assim aos interesses de classe, são característicos de processos de modernização tardia ou acelerada, bem vulneráveis, como se sabe, às crises sistêmicas do capitalismo.

Ora, assim posta, a etiologia do bonapartismo aproxima-se daquela dos processos formativos de sistemas culturais, à sua vez, também característicos dos processos de modernização tardia e acelerada.

A história da dominação burguesa, e especialmente a das nações periféricas da América Latina, é pródiga em variantes de uma e outra problemática, bem como em entrecruzamentos entre um e outro processo. Acasos históricos ou casos de determinação recíproca? O moderno parece permitir o teste de suas próprias coordenadas nas vibrações e inquietudes de cada momento presente.

O seminário, diante da variedade dos casos e sem se prender a um período histórico específico, tratará de determinar e distinguir processos concretos, os aspectos próprios a uma e outra problemática em suas diferentes variantes históricas; buscará ainda investigar e distinguir convergências e confrontos entre os bonapartismos e os processos constitutivos dos sistemas simbólicos e culturais.

Deste modo, a problemática política e filosófica dos regimes ditos “de exceção”, discutida por Walter Benjamin e, mais recentemente, por Giorgio Agamben, assim como a dialética entre elementos da contemporaneidade e da tradição, discutida pelo último, pertencem também diretamente ao núcleo de questões e discussões propostas pelo seminário.
 
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